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Ao invés de elevador, a escada
Eu estou sempre preocupada com meu peso. Tenho tendência a engordar, fui criança gordinha e adolescente cheinha… Então estou sempre lendo sobre perda de peso e assuntos afins. Vejam a notícia abaixo, interessante para quem não pratica exercícios físicos regulares.
É POSSÍVEL EMAGRECER UTILIZANDO ESTRATÉGIAS PESSOAIS – “COACHING”
São Paulo, 30 de novembro de 2009 – Ao contrário do que muitas mulheres pensam, é possível perder peso sem a ajuda de medicamentos. E não é tão difícil assim. Basta apenas mudar alguns hábitos não só alimentares, mas, principalmente, comportamentais.
A conclusão é de um estudo, realizado pelo setor de Medicina Comportamental do Departamento de Psicobiologia da UNIFESP, que estabeleceu um programa de Coaching – processo que se utiliza de estratégias de metas, focando os recursos pessoais do indivíduo. A finalidade foi fazer com que os participantes, com a ajuda do profissional de saúde (o coach), definissem metas compatíveis e alcançáveis para melhorar a imagem corporal.
A pesquisa intitulada “A estratégia do coaching na melhora da imagem corporal”, desenvolvida pela mestranda Eliana Melcher Martins, com a orientação de José Roberto Leite e co-orientação da bióloga Rita Mattei Persoli, acompanhou 40 mulheres com obesidade, com peso médio de 84 quilos e índice de massa corpórea (IMC) de 32. As participantes, que eram voluntárias, não podiam apresentar transtornos neurológicos ou psiquiátricos, sem acompanhamento médico, problemas ortopédicos e endocrinológicos, alem de não estarem fazendo uso de nenhum medicamento.
Ao invés de elevador, a escada
Durante dez meses de acompanhamento com encontros quinzenais, as mulheres receberam orientação nutricional, psicológica e foram incentivadas a praticar exercícios físicos. Além de evitar temperos industrializados e gordurosos, também foram incentivadas a mudar o comportamento e trabalhar a auto-estima. “Em média, as mulheres acompanhadas apresentavam ansiedade leve, baixa auto-estima e compulsão alimentar moderada, fator preponderante para o ganho de peso”, explica Rita Mattei.
De acordo com psicóloga Eliana Martins, para as mulheres que não têm tempo de praticar exercícios, trocar o elevador pelas escadas e caminhar mais, descendo uma estação de metrô ou do ponto de ônibus antes de chegar ao seu destino, foram algumas das ações recomendadas durante a participação do estudo.
Ao final do estudo, que recebeu o apoio da Associação Fundo de Incentivo a Psicofarmacologia (AFIP), os resultados evidenciaram redução nos escores para depressão, ansiedade e compulsão alimentar. Houve redução significativa das medidas fisiológicas (peso, IMC, cintura, quadril). Em média, a perda de peso foi de quatro quilos e o IMC baixou de 32 para 30.
A idade e a busca pelo corpo perfeito
Rita acredita que a mídia, de forma geral, e a sociedade são cruéis quando o assunto é imagem. “Fortalecer emocionalmente o indivíduo para aprender a lidar com a vida e com a idade, utilizando as ferramentas naturais para manter-se saudável, é essencial para evitar distorção da imagem”, afirma. “O coaching pode ser um instrumento útil na prática clínica com mulheres insatisfeitas com seu aspecto físico”.
FONTE: Assessoria de Imprensa da UNIFESP
Idade é só um número
Tenho 45 anos, corri minha primeira maratona com 42, a segunda com 44 e pretendo fazer pelo menos uma prova de triatlo ainda com 45. Esse número – 45, às vezes me pesa, mas só quando penso nele, o número bruto, sem levar em conta como me sinto. Não saberia dizer quantos anos tem minha cabeça, às vezes 30, às vezes 12, mas nunca mais do que 45. Fisicamente me sinto muito melhor hoje do que anos atrás. Nunca fui atleta, apesar de nunca ter sido completamente sedentária. Sempre fiz alguma atividade física, mas sem muita disciplina, sem treinos, planilhas, competições. E mudava de atividade de tempos em tempos. A corrida foi a primeira atividade física que mantive por tanto tempo, com disciplina, e agora, o triatlo.
Muitos dos meus amigos corredores são da minha idade ou um pouquinho mais velhos do que eu e muitos correm muito mais do que eu, em velocidade e em distância. Como o Ovídio Zanetti, 60 e pouquinho, com várias maratonas e uma ultramaratona no currículo. Hoje ele estava no parque, correndo com a Bia.
Pensei muito sobre esse assunto durante o final de semana, entre outras coisas porque vi uma reportagem sobre a nadadora americana Dara Torres, 42 anos, que tem dado baile nas competidoras que têm metade da idade dela! Aos 41 anos, ela foi a nadadora mais velha das Olimpíadas de Pequim e levou medalha. Este ano ela ainda está competindo no mundial de natação pela equipe americana e dando trabalho!!
Acho que é verdade, então, que a idade é só um número. A idade real depende de como a gente encara as subidas e descidas da vida, de como a gente trata o corpo e de como a gente se relaciona com os outros.
mari, batalhando pra ser uma velhinha bacana!!