Domando a competitividade e o perfeccionismo

Mais do que normal que, entre atletas amadores, a gente encontre pessoas altamente competitivas e perfeccionistas. A meu ver, estas duas características são importantes pra manter a motivação, mas claro que, como tudo, se as manifestações dessas características forem exageradas acabam atrapalhando vários aspectos da nossa vida, desde nos deixar ansiosos demais até interferir com os relacionamentos pessoais.
Por outro lado, tenho certeza que uma pitada de competitividade e um pouquinho de perfeccionismo nos ajudam a melhorar o desempenho, mas é preciso ter muito claro nossos limites físicos. Uma coisa é dizer “eu quero completar uma maratona abaixo de 3h30″ e outra coisa é ter condições físicas pra isso. Nessa hora é importante domar a competitividade e o perfeccionismo.
Eu me considero uma pessoa com alta dose dessas duas características, mas tive que lidar com o fato de ser lenta e saber que, muito provavelmente, por mais que eu treine, não vou conseguir terminar uma maratona abaixo de 3h30… Meu amigo Ernani, antes da Maratona de Berlim em 2008, dizia “eu não nasci pra isso, mas estou treinado pra isso!” Acho esta atitute muito legal, pois é o reconhecimento dos limites somado a uma dedicação aos treinos, disciplina quase espartana e uma dose de competitividade. Aqueles que conhecem Ernani pessoalmente sabem que ele só larga na fita!
Sempre penso que ter que lidar com o fato de que nunca serei uma atleta da elite amadora me ajudou muitíssimo a lidar com o alto grau de competitividade que sempre tive fora do esporte. Na minha atividade a competição entre profissionais não é mal vista, muito pelo contrário. Somos comparados o tempo todo com nossos “pares” e a quantidade e volume de financiamento que conseguimos para nossas pesquisas dependem de quanto produzimos de conhecimento científico medido em forma de número de trabalhos publicados, estudantes orientados, patentes, etc, etc,… ou seja, a competição faz parte do nosso dia-a-dia.
Pessoalmente, o fato de estar sempre lá pelo meio da lista de chegada, acabou contribuindo para diminuir minha frustração com relação a outras competições fora das pistas em que também não sou pódio…

Add comment Dezembro 12, 2009

Atenção, meninos!

Divulgação Científica
Exercícios e câncer de próstata
9/12/2009

Agência FAPESP – Apenas 15 minutos diários de exercícios físicos foram suficientes para reduzir a taxa de mortalidade em pacientes com câncer de próstata, aponta estudo apresentado em conferência da Associação de Fronteiras de Pesquisa em Câncer nos Estados Unidos, que termina nesta quarta-feira (9/12), em Houston.

“Identificamos benefícios com níveis de atividade facilmente atingíveis. Os resultados sugerem que homens com câncer de próstata deveriam fazer alguma atividade física para sua saúde”, disse Stacey Kenfield, da Escola de Saúde Pública Harvard, autora principal do estudo.

Os pesquisadores avaliaram os níveis de atividade física de 2.686 pacientes, tanto antes como depois de terem sido diagnosticados com câncer. Pacientes com diagnóstico de metástase não foram incluídos no estudo.

Homens que mantiveram três horas ou mais dos chamados equivalentes metabólicos por semana – que equivalem a correr, andar de bicicleta, nadar ou jogar tênis por meia hora por semana – apresentaram risco 35% menor de mortalidade geral do que os demais.

Com relação a caminhadas, os pesquisadores observaram que os pacientes que andaram mais de quatro horas por semana tiveram um risco 23% menor de mortalidade por qualquer causa quando comparados com os que andaram menos de 20 minutos por semana.

Não foi apenas o tempo: a velocidade também contou bastante. Aqueles que andaram mais de 90 minutos em um ritmo normal para acelerado apresentaram risco de morte 51% menor do que aqueles que andaram menos e em ritmo menos intenso.

Mas a caminhada não mostrou efeito específico na mortalidade por câncer de próstata. Entretanto, o cenário foi outro com exercícios mais vigorosos. Homens que mantiveram pelo menos cinco horas semanais de atividades físicas vigorosas tiveram redução no risco de mortalidade pela doença.

“Esse é o primeiro grande estudo populacional a examinar os exercícios em relação à mortalidade em sobreviventes de câncer de próstata. Não conhecemos os efeitos moleculares exatos que a atividade física tem sobre a doença, mas sabemos que os exercícios influenciam um número de hormônios que se estima estarem envolvidos com a doença, além de melhorar a função imunológica e reduzir inflamações”, disse Stacey.

“Como esses fatores atuam em conjunto para afetar o câncer de próstata do ponto de vista biológico é algo que ainda teremos que descobrir. Mas, por enquanto, os dados obtidos permitem indicar que cinco horas ou mais de exercícios vigorosos por semana podem diminuir a taxa de mortalidade devido à doença”, afirmou.

Add comment Dezembro 9, 2009

Ao invés de elevador, a escada

Eu estou sempre preocupada com meu peso. Tenho tendência a engordar, fui criança gordinha e adolescente cheinha… Então estou sempre lendo sobre perda de peso e assuntos afins. Vejam a notícia abaixo, interessante para quem não pratica exercícios físicos regulares.

É POSSÍVEL EMAGRECER UTILIZANDO ESTRATÉGIAS PESSOAIS – “COACHING”

São Paulo, 30 de novembro de 2009 – Ao contrário do que muitas mulheres pensam, é possível perder peso sem a ajuda de medicamentos. E não é tão difícil assim. Basta apenas mudar alguns hábitos não só alimentares, mas, principalmente, comportamentais.
A conclusão é de um estudo, realizado pelo setor de Medicina Comportamental do Departamento de Psicobiologia da UNIFESP, que estabeleceu um programa de Coaching – processo que se utiliza de estratégias de metas, focando os recursos pessoais do indivíduo. A finalidade foi fazer com que os participantes, com a ajuda do profissional de saúde (o coach), definissem metas compatíveis e alcançáveis para melhorar a imagem corporal.
A pesquisa intitulada “A estratégia do coaching na melhora da imagem corporal”, desenvolvida pela mestranda Eliana Melcher Martins, com a orientação de José Roberto Leite e co-orientação da bióloga Rita Mattei Persoli, acompanhou 40 mulheres com obesidade, com peso médio de 84 quilos e índice de massa corpórea (IMC) de 32. As participantes, que eram voluntárias, não podiam apresentar transtornos neurológicos ou psiquiátricos, sem acompanhamento médico, problemas ortopédicos e endocrinológicos, alem de não estarem fazendo uso de nenhum medicamento.

Ao invés de elevador, a escada
Durante dez meses de acompanhamento com encontros quinzenais, as mulheres receberam orientação nutricional, psicológica e foram incentivadas a praticar exercícios físicos. Além de evitar temperos industrializados e gordurosos, também foram incentivadas a mudar o comportamento e trabalhar a auto-estima. “Em média, as mulheres acompanhadas apresentavam ansiedade leve, baixa auto-estima e compulsão alimentar moderada, fator preponderante para o ganho de peso”, explica Rita Mattei.
De acordo com psicóloga Eliana Martins, para as mulheres que não têm tempo de praticar exercícios, trocar o elevador pelas escadas e caminhar mais, descendo uma estação de metrô ou do ponto de ônibus antes de chegar ao seu destino, foram algumas das ações recomendadas durante a participação do estudo.
Ao final do estudo, que recebeu o apoio da Associação Fundo de Incentivo a Psicofarmacologia (AFIP), os resultados evidenciaram redução nos escores para depressão, ansiedade e compulsão alimentar. Houve redução significativa das medidas fisiológicas (peso, IMC, cintura, quadril). Em média, a perda de peso foi de quatro quilos e o IMC baixou de 32 para 30.

A idade e a busca pelo corpo perfeito
Rita acredita que a mídia, de forma geral, e a sociedade são cruéis quando o assunto é imagem. “Fortalecer emocionalmente o indivíduo para aprender a lidar com a vida e com a idade, utilizando as ferramentas naturais para manter-se saudável, é essencial para evitar distorção da imagem”, afirma. “O coaching pode ser um instrumento útil na prática clínica com mulheres insatisfeitas com seu aspecto físico”.

FONTE: Assessoria de Imprensa da UNIFESP

Add comment Dezembro 2, 2009

Super Flah, Sakamoto e… Luisa!!!

Ontem à noite minha filha veio me perguntar sobre minha rotina de treinos… estranhei porque há anos ela sabe que eu levanto cedinho pra correr e, mais recentemente, pedalar e nadar, mas acho que ela nunca prestou muita atenção na rotina, que dia é dia de que. Eu falei dos dias da semana, 2a, 4a e 6a – corrida e musculação; 3a, 5a e sábado – bike/transição; 3a, 4a e 6a – natação. Daí ela perguntou se poderia correr comigo hoje, 2a feira. Eu disse que já tinha combinado com o Flah as 5h30… Pois bem, as 5h15 saímos de casa para ir pro Ibira, onde encontramos, além de Super Flah, o Sakamoto, legendário maratonista e ultramaronista madrugador (veja post sobre os dois).
A Lu correu uns 4km, com o Sakamoto, que gentilmente fez a escolta enquanto eu corria um pouquinho a mais com o Flavio.
Foi bem legal. Obrigada aos dois amigos e à Lulu pela companhia no treino de hoje! :-)
mari

3 comments Novembro 30, 2009

2009: o ano da transição

Meu primeiro post neste blog foi falando sobre minha transição da corrida para o triatlo. Contei quando e porque decidi trocar de atividade e comecei, em julho deste ano, a falar sobre os treinos e coisas afins. Ao mesmo tempo, a Verinha estava se preparando para a Maratona de Chicago e manteve um blog também. Ela foi muito mais assídua do que eu pra escrever e treinar…
Por duas vezes quase fiz minha primeira prova de short triatlo (natação 750m, bike 20km, corrida 5km), a primeira vez teria sido em julho, mas tive muitos compromissos de trabalho, não treinei direito e desisti antes mesmo de me inscrever. A última etapa do Troféu Brasil de short triatlo vai ser em Santos no próximo domingo, dia 6/dezembro, mas também desisti de participar quando, no sábado passado fiz um treino de transição e não consegui correr 6km depois de ter pedalado 40km. Tive que intercalar trote e caminhada – que raiva!! – e ficou claro pra mim que o mais prudente seria não fazer a prova no dia 6 e me conformar com fato de que minha primeira prova será só no ano que vem.
Sendo assim, declaro oficialmente que 2009 foi o ano da transição.
E, em 2010, além de fazer provas de triatlo, estou planejando fazer a Maratona de Boston, que será no dia 19 de abril. Veremos…

Que venha 2010!! 8-)

8 comments Novembro 29, 2009

Happy brain, oh, happy brain!!

Vejam só, quem é vivo sempre aparece, não? Depois de 8 semanas cá estou novamente. Desde o último post uma coisa importante aconteceu, defendi minha tese de livre docência, meu IronMan particular, como eu contei no post do dia 14 de setembro.
Nos últimos meses treinei mal e porcamente, como se diz na minha família… foram meses de muito trabalho e estresse! Claro que, pelo fato de fazer exercícios regularmente, os efeitos do estresse são bem menores do que se eu fosse sedentária.
Algumas pesquisas com animais de laboratório (ratos e camundongos) mostram que a resposta ao estresse do cérebro de um animal treinado é diferente de um animal não treinado. Vários trabalhos científicos já mostraram que exercícios físicos, como a corrida, promovem a neurogênese (= geração de novos neurônios), mas agora um estudo mostra que esses novos neurônios que nasceram pelo estímulo da corrida são mais resistentes ao estresse do que os outros! Muito legal, não?? Isso explicaria porque atletas (profissionais ou amadores pangarés como eu) se estressam menos e são mais bem humorados. Bom, se não todos os atletas, pelo menos uma boa parte é menos estressada e mais bem humorada… Outros estudos também mostram que animais treinados são menos ansiosos quando expostos ao estresse.

Agora, é importante ressaltar que os pesquisadores também viram que esses efeitos “do bem” só aparecem depois de algumas semanas de treinos, no caso dos animais, em 6 semanas. Ainda não se sabe como traduzir isso para o treino de nós, bípedes, mas melhor começar logo, certo?
Sendo assim, bye bye sofá e que venha o asfalto! Ou a grama, a terra, a areia. O importante é se movimentar, correr, caminhar, pedalar, nadar, dançar, pular corda.

Bons treinos e muitos novos neurônios pra todos!
mari

TREINO DE HOJE: 9km de corrida, 40 min de musculação

Add comment Novembro 23, 2009

Treinar em grupo dá mais barato que treinar sozinho…

Uma das vantagens de fazer parte de um grupo de treino – assessoria, clube, academia, amigos do trabalho – é a motivação extra, pois muitas vezes a preguiça bate e saber que tem alguém esperando pra treinar dá aquele empurrãozinho pra fora da cama ou do sofá… Muitas vezes, quando o despertador toca as 4h30 da manhã e você não quer levantar, a única motivação é que, se você não for, seu amigo ou sua amiga vai te encher tanto depois que é melhor enfrentar logo a preguiça, botar o tênis e ir treinar.
Mas parece que a coisa vai além disso, o treino em grupo também aumenta os níveis de endorfinas!! Como já é sabido há bastante tempo, exercícios físicos aumentam a produção de endorfinas, que são moléculas parecidas com a morfina produzidas pelo nosso corpo. São as endorfinas que dão a sensação de euforia e prazer depois do exercício físico – e depois do sexo também!
Um grupo de pesquisadores do Instituto de Antropologia Cognitiva e Evolutiva da Universidade de Oxford, no Reino Unido, fez um estudo e mostrou que remadores liberaram mais endorfina quando remaram em grupo do que quando fizeram o mesmo treino remando sozinhos.
Então, além de espantar a preguiça, contar causos e piadas, nossos companheiros de treino ainda nos ajudam a produzir mais endorfinas!!!
VIVA OS AMIGOS!

mari, ligando agora mesmo pro povo pra combinar o treino de amanhã :-D

Treino na véspera da Maratona de Berlim, 27/set/08

Treino na véspera da Maratona de Berlim, 27/set/08

Rowers’ high: behavioural synchrony is correlated with elevated pain thresholds.
Cohen EE, Ejsmond-Frey R, Knight N, Dunbar RI
Institute of Cognitive and Evolutionary Anthropology, University of Oxford, , 64 Banbury Road, Oxford OX2 6PN, UK
Biol Lett. 2009 Sep 15. [Epub ahead of print]

3 comments Setembro 23, 2009

O melhor dos treinos e das provas

O melhor dos treinos e das provas não é o tempo que a gente faz, nem a classificação que a gente pega, mas as histórias que ficam.
Hoje o post da Verinha, que conta seus treinos para a Maratona de Chicago, é sobre duas “famosas” paradas para fazer xixi numa prova: uma da Paula Redcliff e outra minha… Daí fiquei pensando que além do prazer de completar uma prova, seja ela do tamanho que for, ficam histórias pra contar.
Histórias de treinos com chuva, com frio ou com quedas, histórias de provas desgastantes ou fáceis, o que a cada um viu ou sentiu. Como já disse em outro post, corredor ou triatleta, fala sempre das mesmas coisas: treinos, provas e lesões… com cada um contando sua versão de episódios emocionantes, preocupantes ou hilários que aconteceram durante treinos ou provas.
É uma delícia ficar contando e recontando essas histórias durante um café da manhã no Souza ou no Via Café, ou então num churrasco ou feijoada depois do treino.
E, como diz a velha frase, quem conta um conto aumenta um ponto!!!

1 comment Setembro 22, 2009

De volta…

Faz mais de um mês que não adiciono um post no blog. Em parte por falta de tempo e em parte porque andei meio sem idéia de sobre o que escrever. Estou há quase um mês de um evento que vai ser muito importante na minha carreira e isso tem consumido boa parte dos meus momentos, seja me preparando efetivamente, seja pensando no assunto…
Explico. Sou cientista, professora de uma universidade pública em SP e daqui quase um mês vou fazer um concurso para obter o título de livre docente. Esse é um título acadêmico que tem pouco ou nenhum significado fora da universidade.
É inevitável fazer a comparação da preparação para a LD – livre docência – e a preparação para uma prova longa como um IronMan, meio IronMan, maratona ou qualquer outra prova de endurance.
Minha preparação começou no final do ano passado, quando consegui preencher todos os critérios mínimos para solicitar minha inscrição no concurso. É meio como ter feito algumas provas de 10k, 21k, 25k e dizer, bom, eu mostrei que tenho pernas e fôlego para correr 42k, posso me inscrever pra maratona??
Tudo começa com uma pré-inscrição e com o julgamento dos requisitos mínimos por uma comissão que diz “sim, você pode continuar o processo” ou “não, você ainda não pode, tente novamente mais pra frente”… Felizmente, recebi a primeira resposta, em março. A partir daí, tive que escrever um memorial – que nada mais é que um curriculo “explicado”, ou seja, não só a gente tem que dizer o que fez, mas PORQUÊ fez… e também uma tese juntando o que fez de pesquisa científica durante a carreira acadêmica.
Comparo os momentos de escrever o memorial e a tese com os longões dos treinos de maratona… são duros, difíceis, mas quando a gente termina dá uma sensação muito boa!
Feita a inscrição, agora é a preparação para a prova em si, que dura 2 dias. São 4 provas apresentadas para uma banca com 6 membros, que vão me dar notas: uma escrita, sobre um assunto que será sorteado na hora a partir de uma lista de pontos da minha área de atuação; uma prática, que será a discussão de como eu planejaria uma disciplina para um curso de graduação ou pós-graduação na minha área; uma didática, uma aula que eu vou dar sobre um assunto à minha escolha; e uma arguição do memorial, onde vão me perguntar sobre o que eu fiz, porque eu fiz, como eu fiz, e qualquer outra coisa que a banca queira saber…

Esses dois dias especiais serão em outubro, em pouco mais de um mês. A minha maratona, ou meu IronMan particular… Até lá, conto com as corridas, pedaladas e braçadas pra me darem um pouco de tranquilidade e diminuirem meu estresse.
Infelizmente, tenho tido que restringir algumas atividades, como ontem, quando a Verinha me chamou pra tentar correr com Dean Karnazes e eu decidi que seria mais prudente continuar preparando minha aula. Ela foi, correu 3km ao lado dele e adorou. Leiam o post dela de hoje.

1 comment Setembro 14, 2009

Ver para crer. Ou, correr para sentir.

Quando era criança ouvia minha mãe dizer que eu era pior que São Tomé, aquele que teve que ver para crer. Acho que essa característica da minha personalidade, somada a uma curiosidade sem limites, me levou a uma escolha profissional na qual não só eu mesma tenho que ver para quer, mas também tenho que convencer meus pares das minhas conclusões. Eu sou cientista.

Mas o que isso tem a ver com a corrida ou com o triatlo? Tudo! Como já disse em outro post mais antigo, eu nunca fui atleta, mas também nunca fui sedentária. Experimentei de tudo um pouco, desde aulas de dança – de dança contemporânea ao tango – até karatê, mas a corrida sempre teve um papel secundário. Eu achava uma chatice sem par nessas matas aquelas corridinhas básicas de aquecimento que a gente faz em quase todos os esportes. Cinco minutos pra aquecer! Todo mundo já passou por isso, certo?

Então, quando eu conversava com corredores não conseguia entender como alguém podia gostar de correr… Quem não corre e já conversou com corredor sabe que somos uma tribo que quase só fala de treino, tênis, lesões e qual vai ser a próxima prova…. Qual pode ser a graça disso???

Eu pensava, não é possível que tanta gente goste de correr, deve ter alguma coisa nisso… Pois bem, experimentalista que sou, decidi tentar. Comecei correndo 3x por semana, por 5 minutos e fui aumentando, gradativamente, 10% do volume por semana. E não é que a coisa é boa mesmo??? Eu só conheço um corredor que diz que corre mas não gosta, um amigo também cientista, que diz que corre pra se manter em forma, mas não gosta. Cá entre nós, acho que é tipo! Ele fala assim só pra ser diferente!

Bom, os 5 minutos iniciais foram a base para corridas mais longas. A primeira prova que fiz foi a do Centro Histórico e não perdi nenhuma nos últimos anos. Domingo que vem vai ter a edição deste ano e estarei lá!
A primeira prova acima de 10k que fiz foi a Volta da Pampulha, que tem 18k. Fiz duas vezes, em 2005 e 2007. E, depois de 2 maratonas, iniciei os treinos de triatlo. Apesar de adorar a bike e gostar de nadar, acho que ainda tenho coração de corredora…

1 comment Agosto 6, 2009

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